Quando estamos em sofrimento, esquecemos que habitamos um corpo que é muito potente. Ele se molda aos desafios que vivemos. Mas é preciso dar uma forcinha. Mude a rotina. Mude as práticas. Faça coisa que você consideraria sem propósito. E, tão importante quanto, estimule as crianças a fazerem o mesmo, envolva-as nas atividades. Isso também é ciência, ciência a favor da humanidade, ciência para persistirmos, ciência para resistirmos, ciência para melhorar vidas.
Eu não educo essa garota. Vocês não educam os filhos de vocês. Nós nos educamos, mediatizados pelo mundo. E citar Paulo Freire em meio a tudo isso me torna mais calma. Talvez seja isso... Ter referências sólidas nos dão discernimento para passar por isso. E ensina as crianças a fazerem o mesmo.
E assim foram 100 dias da minha vida. Sou muito grata. Verdadeiramente. Porque 50.000 de mim, do meu povo, não puderam contar sua história. Estou sobrevivendo. Não porque não morri de COVID. Mas porque continuo mantendo meus valores e cuidando de quem eu amo. E vou honrar cada dia dessa vida que está persistindo, enquanto as de tantos estão sendo ignoradas. 100 dias de não solidão.
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Não existe um país das maravilhas, mas se ele existisse, seria composto por mulheres mães bem acompanhadas, fortalecidas e cuja maternidade não seria um ato compulsoriamente atribuído a elas, mas a todas e todos deste tal país.