Uma das principais angústias vividas por mães, pais e educadores neste momento...
1) O que é o abuso sexual na infância? Ele atinge mais meninas ou mais meninos? 2) E quem são os abusadores? Como a sociedade é conivente mesmo sem querer ser? 3) Quais são os principais tipos de abuso sexual contra as crianças? 4) Como identificar possíveis sinais de que a criança está sendo abusada ou foi abusada sexualmente? 5) O que fazer após a suspeita ou descoberta do abuso sexual contra a criança? A quem recorrer, para onde ir? 6) Todo caso é notificado? Todo caso é denunciado? 7) O que uma família e a sociedade podem fazer para amparar uma criança que foi abusada de forma a contribuir para sua resiliência? 8) Breves considerações sobre prevenção
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Aqui no Brasil, já são mais de 20 mil denúncias de maus-tratos e violência às crianças apenas no período da quarentena (Dados da ouvidoria do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, colhidos pelo Disque 100) e é perfeitamente esperado que esse seja um dado muito inferior ao que de fato vem acontecendo, tanto em função de subnotificação quanto em função da naturalização da violência contra a criança. E, certamente, essas denúncias de maus-tratos dizem respeito a formas extremas de violência. Se formos considerar as violências morais, emocionais e psicológicas que as crianças vêm sofrendo neste período, e que muitos cuidadores não problematizam como sendo formas de violência, certamente teríamos um número maior de denúncias de maus-tratos do que o já gigantesco número de mortos que temos aqui no Brasil.
Eu não educo essa garota. Vocês não educam os filhos de vocês. Nós nos educamos, mediatizados pelo mundo. E citar Paulo Freire em meio a tudo isso me torna mais calma. Talvez seja isso... Ter referências sólidas nos dão discernimento para passar por isso. E ensina as crianças a fazerem o mesmo.
Sei que não tá fácil pra ninguém, gente. Beira o insuportável. Mas as crianças não têm culpa, eu só queria lembrar disso porque parece que, com frequência maior do que o que seria de se esperar, as pessoas se esquecem disso. As crianças não têm culpa de estarem em casa o tempo todo. E sinceramente, não há graça no desabafo de quem diz que vai estourar champanhe para as professoras quando as aulas voltarem e agradecer a Paulo Freire. Nenhuma graça, pra ser muito honesta. Isso fala sobre muitas coisas: sobre a infância, sobre como vemos a educação, sobre o papel que creditamos aos educadores.
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