Foram muitas horas de trabalho árduo dos três, trabalho ativo, amor e parceria. A jovem sentia grande vontade de se agachar, mas sua amiga não podia sustentá-la naquele momento, uma vez que se preocupava com massagens especiais que ajudavam a diminuir a dor. Felizmente, seu companheiro havia decidido ficar e pode sustentá-la enquanto se agachava, ao passo que sua amiga segurava suas mãos e a orientava em movimentos e respirações. Trabalho em equipe. Trabalho amoroso em equipe. Como estavam enchendo a banheira com água morninha vinda do chuveiro, que seria utilizada para que a jovem pudesse relaxar entre as contrações, caiu a energia elétrica da casa. Ficaramtodos no mais absoluto escuro.
Mas a jovem não precisou se preocupar com isso, pois seu companheiro tratou de resolver o problema, enquanto a amiga se dedicava a ajudá-la e apoiá-la em seu trabalho de parto. Depois de muitas horas, tendo se alimentado, tomado muitos banhos e estando na companhia de quem se dedicara a ela, nasceu aquele bebê. Nasceu, foi amparado por seu pai, que levou-o ao colo da mãe, enquanto a amiga os orientava a desfazer as duas voltas de cordão em seu pescoço. Nasceu o bebê, repleto de vérnix, tão nutritivo e protetor. E sua mãe se lembra até hoje daquele cheiro de filho que acabou de chegar ao mundo.São Paulo, 03 de fevereiro de 2013
Aos Dirigentes do Grupo Santa Joana:
Nós, do Movimento de Humanização do Parto, uma rede de mulheres, homens e profissionais da saúde, que em uma semana compôs o Movimento de Mulheres e Homens pelo Direito a uma Doula, para lutar contra as arbitrariedades impostas pelo Grupo, vimos por meio desta informar nossos pedidos.
1) Que as Doulas sejam recebidas, e bem recebidas como membros da equipe multidisciplinar de atenção ao parto, independentemente da presença dos acompanhantes familiares;2) Que o trabalho das Doulas seja facilitado, e não dificultado;3) Que o cadastro, se houver, seja aberto a qualquer Doula que tenha sido certificada e capacitada como tal, independente de ser ou não Psicóloga, Fisioterapeuta, Enfermeira ou ter qualquer outra profissão específica;4) Que fotógrafos de fora do hospital, contratados pelas famílias, sejam admitidos nos ambientes tanto quanto os fotógrafos que vendem seus serviços no saguão dos hospitais;5) Que as mulheres saudáveis sejam tratadas c
omo mulheres saudáveis, com liberdade, sem restrições, com acesso fácil a alimentação, hidratação natural, espaço para caminhada, banheira, chuveiro, etc.;6) Que as equipes que trabalham com partos naturais sejam bem recebidas, mesmo atendendo partos longos, que ocupem a sala de parto por muitas horas;7) Que o plano de parto dos casais seja reconhecido como documento, respeitado e integrado ao prontuário;Que as mulheres possam ter seus bebês na água, se assim lhes convier e os seus médicos julgarem seguro;9) Que bebês saudáveis sejam imediatamente entregues ao colo de suas mães, antes de passar por procedimentos e mantidos com suas mães, sem passar por berçário de observação;10) Que o alojamento conjunto e o apoio irrestrito ao aleitamento materno seja a regra para bebês e mães saudáveis
Segue Petição Pública em forma de Abaixo Assinado, que solicita o reconhecimento das Doulas.
Atenciosamente,
Movimento de Humanização do Parto





